segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

 

 HISTÓRIA LONGA E INTERMINÁVEL


Eu queria devolver à minha cidade, 

a suavidade duma modinha 

em formas de versos e de romances.


Que ela voltasse a ser bela,

Por simples e pequenina.


Tentei outras fórmulas 

dentre as que já existem;

nenhuma me permitia 

falar o que deveria. 


Sei contar os versos, 

mas os meus 

não cabem 

em metros. 


Não sei contar histórias porque de onde sou 

elas se atravessam sem cerimônia alguma.

Recolho aqui e ali, inúmeras delas, junto-as, 

Desnudo o coração e tento evitar desmedidas. 


Atiro palavras ao acaso, quem sabe alguma acerte.

Num grande e único longo poema.


LIVRO I – O vale em que o rio corria

LIVRO II – A enchente

LIVRO III – A água benta

LIVRO IV – O rio de sangue e vísceras

LIVRO V – O tempo em que o rio parou

LIVRO VI – O rio suspenso no ar

LIVRO VII – O rio correndo ao revés

LIVRO VIII – O sumiço do rio

 


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